Estratégias para trabalhar emoções difíceis



No texto anterior, falamos sobre “Os 5 estágios da aceitação de emoções difíceis”. E neste texto, abordaremos 3 estratégias úteis para trabalhar as emoções difíceis: rotular emoções, estar consciente das emoções no corpo e abrandar-calmar-permitir.

Rotulando emoções

Nomeie ou rotular as emoções difíceis nos ajuda a conhecê-las, a identificá-las e a superá-las. Pesquisas recentes, mostram que, quando fazemos isso, nosso cérebro registra o “perigo”, ajudando a minimizar uma reação de estresse no corpo.

Ou seja, quando pensamos “isso é raiva”, “isso é medo”, por exemplo, não ficamos perdidos na reação emocional, reconhecemos o que estamos sentindo e podemos escolher de que modo vamos reagir.

Consciência das emoções

As emoções têm componentes mentais e físicos, pensamentos e sensações corporais. Por exemplo, se estamos com raiva, gastamos muito tempo em nossas mentes justificando nosso ponto de vista e planejando o que vamos dizer ou o que deveríamos ter feito.

Quando prestamos mais atenção no que estamos sentindo no corpo – aperto no coração, frio no estômago, tensão nas costas, dor de cabeça etc – temos a oportunidade de direcionar nossa atenção para esta área, parar um pouco, respirar, fazer uma atividade física, um alongamento, focar em atividade relaxante.

Abrandar-acalmar-permitir

A expressão “abrandar-acalmar-permitir” envolve um conjunto de respostas compassivas para as emoções difíceis que podemos encontrar no corpo.

É abrandar o local do seu corpo no qual você sente uma emoção difícil. Em seguida procurar se acalmar em relação a esta situação difícil e, por fim, permitir-se que o desconforto esteja presente, abrir espaço sem a necessidade de fazê-lo ir embora.

Considerações finais

Tente aplicar estes procedimentos. Observe se houve alguma mudança quando rotulou a emoção. Insista em encontrar a localização no seu corpo que corresponde a uma emoção. Muitas pessoas têm dificuldades para isso.

Quando somos capazes de identificar e sentir e compassivamente nos permitir experimentar nossas emoções, com frequência descobrimos camadas mais profundas de emoção abaixo delas.

Referências Bibliográficas

Neff, Kristin; Germer, Christopher. Manual do mindfulness e autocompaixão. Porto Alegre: Artmed Editora, 2019.

Snyder, C. R.; Lopez, Shane J. Psicologia Positiva – uma abordagem científica e prática das qualidades humanas. Porto Alegre: Artmed Editora, 2008.

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