Os 5 estágios da aceitação de emoções difíceis



A vida não é fácil. Frequentemente ela nos traz situações desafiadoras e, com elas, emoções difíceis como raiva, medo, preocupação e pesar. Quando amadurecemos, aprendemos que não adianta correr dos nossos problemas, precisamos lidar com eles diretamente.

Contudo, quando nos voltamos para as emoções difíceis, a maioria das vezes não temos a tendência de enfrenta-las. Mas, se quisermos nos curar a única saída é enfrentar. Quando utilizamos a expressão “enfrentar emoções difíceis”, isso remete a seguinte interpretação: vamos vivenciar essas emoções intensamente! Na maioria das vezes, isso não é necessário desse modo.

Experimentar desconforto é necessário para que surja autocompaixão, mas precisamos apenas “tocar” a dor emocional para cultivar a compaixão. Além disso, podemos seguir lentamente para não ficarmos “sobrecarregados”. A autocompaixão pela, pela Terapia de Aceitação e Compromisso, prevê voltar-se gradualmente para o desconforto emocional quando ele surge.

São 5 os estágios de aceitação quando enfrentamos emoções difíceis. Cada estágio sucessivo corresponde a uma liberação gradual da resistência emocional:

  1. Resistir: é quando ainda lutamos contra o que vem.
  2. Explorar: é quando olhamos para o desconforto e exploramos esta emoção.
  3. Tolerar: é quando suportamos a insegurança, mantendo-se firme. “Eu não gosto disso, mas posso suportar”.
  4. Permitir: é quando deixamos que os sentimentos venham e vão.
  5. Tornar-se amigo: é quando consideramos os benefícios das experiências emocionais difíceis. “O que eu posso aprender com isso?”

Isto faz algum sentido para você? Que tal praticar isso agora é identificar em qual estágio você se encontra hoje?

No próximo texto deste blog, abordaremos sobre como trabalhar com emoções difíceis.

Referências Bibliográficas

Neff, Kristin; Germer, Christopher. Manual do mindfulness e autocompaixão. Porto Alegre: Artmed Editora, 2019.

Snyder, C. R.; Lopez, Shane J. Psicologia Positiva – uma abordagem científica e prática das qualidades humanas. Porto Alegre: Artmed Editora, 2008.

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