Duas maneiras de encarar a vida



Podemos dizer que, didaticamente, há duas maneiras básicas de encarar a vida: de modo otimista ou pessimista. As duas visões se tornam concretas e distintas quando examinamos as reações decorrentes de algum fato desagradável.

Um pessoa pessimista enxerga alguma contrariedade como ameaça, os problemas são insolucionáveis, definitivos e catastróficos. Já uma pessoa otimista encara os problemas como um desafio momentâneo a ser superado, uma oportunidade de aprendizado.

Por esta razão, a tendência do pessimista é maior predisposição à depressão, a desistir com mais facilidade. Não raro, as pessoas com hábitos de pensar pessimistas são capazes de transformar simples contratempos em tragédias.

Se você pensa sobre os revezes da vida utilizando os termos sempre e nunca, você tem um estilo de pensar pessimista. Se o seu modo de pensar utiliza termos como às vezes e ultimamente, se usa gradações e atribui os revezes a condições passageiras e transitórias, você tem um estilo de pensar otimista.

Por outro lado, as pessoas otimista explicam os bons acontecimentos da vida a si mesmas termos de causas permanentes: características, habilidades, sempre. Os pessimistas denominam as causas transitórias de: estados de espírito, esforço, às vezes.

Se você acreditar que a causa do seu infortúnio é permanente, dificilmente agirá para modificá-la. O que significa que a tendência do otimista é, como acredita que o infórtunio é transitório, que podemos agir para modificá-la.

Se você encara a sua vida de modo pessimista, uma boa notícia: é possível desenvolver, treinar e ser uma pessoa otimista!

Neste sentido, a psicoterapia cognitivo comportamental tem se mostrado uma excelente ferramenta neste apoio para o desenvolvimento pessoal.

Referências Bibliográficas

BECK, J. S. Terapia cognitiva: Teoria e prática. Porto Alegre: Artmed, 1997.

Hayes, Steven. Get Out of Your Mind and Into Your Life. USA: Read How You Want, 2005.

Caballo, Vicente E. Manual para o Tratamento Cognitivo-Comportamental dos Transtornos psicológicos. Santos: Gen Editores, 2003.

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